Transformação de camisola – segunda vida

Tinha uma camisola de lã, muito quentinha, muito bonita, presente de Natal de há alguns anos atrás. É de marca, parece ter sido cara… Gostava bem dela a olhar para ela mas a malvada não me ficava nada bem… Não me favorecia nada as curvas… Ainda a vesti algumas vezes (tipo uma vez por ano… de um ano para o outro esquecia-me de como me ficava) mas este ano decidi despedir-me dela. Pedi desculpa ao marido, justifiquei-me devidamente e adeus camisola…

Não, não a deitei fora, eu raramente deito alguma coisa fora! Resolvi transformá-la! Contudo, mangas cortadasdevo confessar que a transformação começou bem antes da criação deste blog. Assim, não tenho passo a passo completo, apenas umas dicas.

Em primeiro lugar, cortei as mangas bem a direito, começando debaixo do braço. Medem cerca de 41 cm cada uma. Vou transformá-las em perneiras quentinhas. Depois do corte, tive o cuidado de manter uma carreira com os pontos intactos (tal como se vê na imagem abaixo) para poder fazer um remate. Tem de ser para segurar os pontos soltos e não se desfazer tudo. Do lado dos pulsos não é preciso pois não corre o risco pormenor da carreira de pontos intactosde se desfazer mas  também vou fazer para ficar a condizer. Há no entanto dois problemas: 1º não tenho lã igual e é muito difícil arranjar lã que não se veja a junção. 2º não sei fazer tricô… Pois é, as mãozinhas não são perfeitas, longe disso…

Então como resolvi estes problemas? Já que não tenho lã do mesmo lote, há que assumir a diferença e por isso escolhi  uma cor bem diferente mas que fique bem com o bege. Que tal lã castanha, fica bem com o bege. De preferência de uma grossura semelhante. E se não sei tricô, toca a fazer o acabamento em croché.

A minha intenção era fazer um acabamento simples de cada lado com uma carreira de pontos baixos e outra de picôs. Mas como fazer isto e ter a certeza que tudo não se iria desfazer por estar mal confecionado? Eu já vou tentar explicar…

Para começar, dou início a uma carreira de pontos baixos enfiando a agulha não na argolinha mas no ponto abaixo.

Puxo a laçada do ponto baixo.

Depois para buscar a segunda laçada, enfio a agulha na argolinha…

…e puxo tudo para terminar o ponto baixo.

Talvez as imagens ajudem mais do que a explicação. Acho que assim o trabalho fica mais seguro, mais integrado com a malha. O avesso do trabalho fica assim…

Então… faz-se uma carreira de pontos baixos (um para cada argolinha) e fecha-se com ponto baixíssimo.

A segunda carreira (carr) é feita de picôs, como a seguir se descreve:

Fazer 4 correntinhas (corr) e na 3ª corr a contar da agulha fazer um ponto baixíssimo (pbx), saltar um ponto (pt) e fazer 1 ponto baixo (pb) no pt seguinte, *3 corr e na  3ª corr a contar da agulha fazer um pbx, saltar um pt e fazer 1 pb no pt seguinte, repetir a partir de * até ao fim da carr. Unir com pbx à 1ª corr da carr e rematar.

Cada picô é o conjunto das 3 corr dobradas com o pbx. Fica um ondulado muito engraçado, Perneiras da criança
com um efeito muito artesanal.

 

Fica também a foto das perneiras que fiz  para a minha pimpolha. Recortei dois retângulos de 15 x 30 cm e uni  os lados mais compridos usando uma linha de cor semelhante e ponto de chulear  pelo avesso.Depois usei o mesmo método para rematar as extremidades (1 carr de pb e 1 carr de picôs).

Este é o estado atual da camisola… Sem mangas e com os recortes das perneiras da pequena.

Agora estou com dúvidas… Com o resto não sei se hei-de fazer dois gorros a condizer, um para a mãe e um para a filha ou se hei-de fazer um infinity scarf para mim. Ainda vou pensar…

Aceito sugestões nos comentários!

Beijocas!

 

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